Você está na aula de português, conversando pra caralho copiando comportadamente a matéria, quando... puf! Como mágica, seu cérebro se esquece completamente das normas de ortografia e você escreve “sulstantivo”, em vez de “substantivo”. Você, rapidamente, risca exaustivamente tentando fazer aquele ‘L’ virar um ‘B’, mas a coisa fica tão preta e tão grande que você decide chamá-la de Motumbo apagar a palavra toda. Mas e aí? Você escreveu à caneta. Aquela maldita BIC preta traço médio. Você olha em volta, pede um corretivo para qualquer um à sua volta (é, você nunca vai ter um corretivo) mas ninguém tem. Seus colegas estão proibidos de usar porque jogaram corretivo na camiseta xadrez do nerd ao lado. Sua colega gostosa usou ele para pintar as unhas da amiga também gostosa dela. Seu colega nojento usou ele todo, e agora usa o cabinho pra coçar o nariz.
Você começa a revirar seu estojo à procura de qualquer coisa que melhore a merda que você fez. Você acha aquela borracha metade azul-marinho, metade vermelho-tijolo, com uma faixinha branca no meio. Lembra-se, então, da lenda que dizia que a parte vermelha macia apagava lápis, a azul áspera apagava caneta (e a branca apagava o risco da caneta do Chuck Norris, mas você nunca conseguiu usar essa parte pra comprovar). Começa a passar a parte azul no borrão, mas o máximo que acontece é ele ficar maior ainda. Você se lembra do conselho dos coleguinhas que diziam ‘é só cuspir na borracha’. Tudo parece fazer sentido. A parte áspera molhada iria tirar uma película do papel, que acabaria com o borrão.
Lá vai você fazer isso, mas você está tão empolgado que rasga o papel. No final, tem que arrancar a folha e escrever tudo de novo.
Você jura a si mesmo que, na próxima vez, fará como mandam as professoras: colocar entre parênteses e dar só um risco em cima.
maldita semana
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