domingo, 10 de outubro de 2010

Pronto, Paul, aí está.

Ok,Há tempos atrás – tempos mesmo, tipo... em Março ‘-‘ – entrou na escola um garoto pra acabar com a minha vida. Eu estava acostumada a ser a desenhista boa-aluna da turma, e ele aparece e estraga tudo isso. Filho da p***, era canhoto, ainda por cima (não vamos esquecer da minha tara sexual por canhotos, vide Paul McCartney).

Eu tinha ódio – um ódio imenso, admito, eu morria de inveja, Amanda, sua menina má x_X – dele. E o que mais me dava raiva era a naturalidade com que ele passava a aula inteira desenhando – e sendo profundamente elogiado – como se adorasse o gostinho de acabar comigo. Ódio, ódio supremo.

Então, numa Educação Física chuvosa, sei lá por que começamos a conversar. Eu, que odeio em segredo, tentei usar o máximo de simpatia possível, triângulo, quadrado, meia-lua pra direita, quadrado. Mas como sou péssima em fazer a maldita meia-lua, foi meio FAIL. –Q

Nessa conversa, descobri o interesse dele por baixos. Eu, que odeio nomes que começam com “E” (vide Éverton, que passei a chamar de Winston pelo mesmo motivo), pensei em um apelido super-criativo pra ele: “Paul”. “Paul”, ué. Baixistas canhotos me lembram Paul Gray e Paul McCartney. “Paul” fazia muito sentido.

Mas chamar uma pessoa de “Paul” é o primeiro passo para parar de odiá-la (afinal, quem pode odiar um “Paul”? *-*), e foi isso que começou a acontecer. Meus pensamentos ficaram deveras confusos.

Amanda¹: Ele não é tão mau assim...

Amanda²: Ei, o que você está dizendo? Ele é um metido!

Amanda¹: Mas ele parece tão legal...


Amanda²: Mas ele é melhor que você! Cale a boca e odeie!

Amanda³: Ei, calem a boca, estou tentando dormir!

Eu nunca fui uma garota de muitos amigos, eu fazia meus grupos fechados. Assim eu era na sala – e fora dela. Era “o clã” e pronto, eu nunca fiz questão de ampliar meus horizontes. E ele entrou pro maldito clã, o que colocou ele nos meus contatos e, como todo “o clã” fazia a Educação Física menos ele e eu (atestado médico, FUCK YEA), eu conversava com ele e a amiga dele.

Eu não lembro por que comecei a falar com ele na sala... Aliás, eu sentava do outro lado dela... mas acho que foi porque eu estava conversando demais lá, ou porque eu não queria mais agüentar as teorias do Erles (único nome que começa com “E” e que eu aceito pronunciar, mas só porque soa distinto). Aí, o professor me tirou e botou na última fila. Depois disso, “Paul” era a minha fonte de conversa.

Teve aí o dia que sentei na classe de trás dele. Recebemos uma folha de Literatura, sobre Romantismo. Paul largou a contraditória frase de que “o Romantismo não precisa ser necessariamente romântico”. Surgiu a piada do “Paul diz”.

Começamos a desenhar artistas nessa folha: Justin Bieber (e sua infalível fórmula do sucesso), Lady Gaga, Pelanca Pe Lanza, Billie Joe (que coisa, não mencionei o Green Day ainda... é tanta coisa que nem sei por onde começar ‘-‘). Por fim, pedi que desenhasse os Beatles pra mim. Ele obteve sucesso, como o esperado. Mas eu não o odiei por isso.

Após piadas com “músicos” (se é que podemos chamar a Lady Gaga, o Justin Bieber, o Pe Lanza e o Billie Joe de músicos), fomos para casa. Eu estava... vamos ver se esse emoticon descreve meu estado:

*-*

Entendeu?

É, eu estava muito feliz. Eu gostava muito dele (como amigo, que fique claro)

Vamos resumir a coisa, ou não vai caber no post.

Passaram tempos, surgiram diversas piadas internas. Eu estava cada vez mais encantada. Os pontos que eu achava negativos se tornavam aos poucos... positivos.

Amanda²: O que você está fazendo, sua tonta? Odeie-o!

Amanda¹: Eu... não posso...
Amanda²: Por quê?
Amanda¹: Porque... eu o amo.

A merda estava feita, já era.

Surgiu então uma festa julina, no dia 9 (SEU NÚMERO MALDITO, FILHO DA PUTA, SEU CU) que se mostrou como uma oportunidade para eu obrigá-lo a me beijar. Foi isso o que aconteceu, porque ele não tinha um pingo de iniciativa.

Voltei pra casa... não sei... acho que eu parecia ter fumado 27 Kg de maconha (e tive meu dia verde, RIARIARIA)

Bem... Ontem fizemos então 3 meses de “namoro” (e John Lennon fez 70 anos).


Aí está seu looongo post, Paul. Feliz agora?


Te amo, seu invertido desprezível.

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